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terça-feira, 8 de março de 2011

De volta ao Arabesco

Decidi retomar esse projeto de blog que ficou esquecido meses atrás.

Coincidência ou não, hoje é dia Internacional da Mulher. Me vi buscando, querendo encontrar algo que falasse sobre a mulher, as mulheres, nós, seres intuitivos, românticos, sonhadores, batalhadores, que buscam incensantemente o "algo mais", buscam um afago,um afago no corpo, na alma. Complicadas e perfeitinhas como alguém certa vez cantou em um refrão.

(...)

Voltando à coincidêcia, o post anterior intitula-se "Canção das Mulheres" e é parte de uma das crônicas do livro: "Pensar é transgredir", de Lya Luft. Livro que recebi de presente do marido hoje, como brinde ao Dia Internacional da Mulher. Um post presente para hoje.

(...)

Para você, para mim: Feliz todo dia, MULHER!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Canção das Mulheres


Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

(Lya Luft)

Não quero...


"Não quero perder o momento belo.

Quero vivê-lo mais,

com a intensidade que exige a vida:

desgarramento e fulguração."
 
(Lya Luft)